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ÚTEROS ARTIFICIAIS: O PRÓXIMO PASSO DA REPRODUÇÃO ASSISTIDA
Ruminantes nº 26

Um grupo de cientistas americanos do Hospital de Crianças de Filadélfia, nos Estados Unidos, conseguiu promover o desenvolvimento de oito borregos prematuros fora do útero materno, uma técnica que poderá vir a ser  futuramente utilizada na reprodução assistida humana. Os animais, dos quais o mais resiliente ultrapassou já um ano de idade, foram encubados em “bio sacos” de plástico, os quais se encontravam aquecidos a uma temperatura constante de 39.5ºC e cheios com uma solução eletrolítica similar ao ambiente uterino da ovelha. As trocas de ar, oxigénio e azoto eram asseguradas através de um sistema de tubagens, em paralelo com a circulação de fluido amniótico.
O “parto” foi induzido entre os 105 e os 108 dias, de acordo com os protocolos de bem-estar animal exigidos, e alguns borregos foram sacrificados para que se pudesse analisar o seu desenvolvimento  até àquela fase, tendo-se concluído que o cérebro, pulmões e outros órgãos estavam já completamente desenvolvidos. A produção de lã também já se tinha iniciado, e alguns animais tinham ainda reflexo de deglutição.
As conclusões do estudo foram animadoras, e prevê-se que esta técnica possa vir a ser utilizada em casos de bebés humanos extremamente prematuros (entre as 22 e as 24 semanas de vida), ajudando assim a reduzir a mortalidade no período perinatal.