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A MOLÉCULA DA FERTILIDADE
Ruminantes nº27

Um grupo de investigadores da empresa Inprenha Biotecnologia, sediada no estado de São Paulo, Brasil, alega ter descoberto uma molécula capaz de aumentar as taxas de fertilidade e a prolificidade bovinas e, em paralelo, reduzir a mortalidade embrionária. A molécula, inovadora no mercado, foi já testada no Brasil e na União Europeia, e surge no culminar de um estudo de nove anos visando o aumento da fertilidade e eficiência reprodutiva das espécies de animais domésticos. Durante o estudo, os investigadores depararam-se com um artigo científico acerca de uma proteína recombinante com propriedades imunomoduladoras e anti-inflamatórias, proteína esta que estava já a ser produzida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto e utilizada em ensaios clínicos de tratamento de Doença das Chagas e de dengue.
Unindo esforços, os dois grupos de investigadores concluíram que a molécula era igualmente capaz de promover o aumento da taxa de implantação embrionária bovina, tendo entretanto patenteado não só a molécula mas o seu processo de purificação.
Mais recentemente, a Inprenha investiu na produção em larga-escala de modo a ser capaz de responder à procura não só nacional mas também externa. A utilização da molécula não visa o tratamento de doenças reprodutivas ou problemas de fertilidade, mas sim o aumento da eficiência reprodutiva em animais férteis sujeitos a inseminação artificial ou transferência de embriões. A administração é feita diretamente no útero – no dia da inseminação ou até sete dias depois -, para que haja contacto direto com o endométrio. Até à data, foram já realizadas mais de 10 000 inseminações com administração concomitante da molécula, envolvendo diferentes raças e efetivos, e todos os vitelos resultantes nasceram saudáveis. Atualmente, a empresa consegue produzir cerca de 70 000 doses anuais, mas espera-se que este valor duplique após licenciamento.